Por acaso estava lendo cartas que o poeta Rilke mandou para um conhecido que lhe tinha pedido algum parecer sobre poemas seus. Então Rilke começa dizendo que o cara não devia buscar nos outros o julgamento para a qualidade, ou mesmo, para a validade de seus poemas, mas em seguida discursa longamente sobre como seria um poeta ideal(me pareceu): que seria alguém que simplesmente não tem outra opção na vida senão escrever, que se lhe fosse tirada essa atividade não conseguiria viver e então ele próprio sentiria a validade deles porque afinal a sua arte seria sua única opção.Ele ainda, em outras cartas, falou sobre assuntos a abordar, que seria melhor iniciar por assuntos do dia-a-dia, descrevendo coisas, que eles eram verdadeiros e tal e com o tempo ele iria ganhando experiência e segurança para então colocar os temas nobres e profundos. Fiquei tocada pelo jeito como ele fala tudo isso tão delicadamente, tão bem colocado, dá até vontade de virar artista de alguma coisa..
Enfim, a utopia que ele criou em cima de ser um escritor me deixou duas questões pertinentes: a de que se o cara não devia se importar com a opinião de outros sobre sua arte(e já conheci gente assim, músicos..) me perdi no meu conceito de arte! percebi que sempre achei que a gente fizesse arte pros outros, mas pois é.. não é? ela é feita pra quem a fez? sei la, mas é que sempre há exposição de quadros, o próprio cinema, as rádios, os livros.. achei excesso de utopia! mas foi tão belo que me impressionou, agora até concordo com ele!
Só que dai se fosse assim: e quem gosta de arte de outros, onde ficaria? que que faz? confuso a coisa..
Esqueci a outra questão pertinente.. hehe sinal que não me pertencia tanto assim..
